Desaparecimento de casal completa um ano em Rio Branco

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Da redação ac24horas

Há exatamente um ano, o casal de namorados Rairleny Ganum da Silva, de 20 anos, e o aposentado Arnaldo Reis Praxedes, de 63 anos, estão desaparecidos. Desde de junho, quando os dois sumiram sem deixar pistas, a polícia tenta, sem sucesso, entender o que pode ter acontecido com o dois.

O casal tinha uma filha de quatro anos e, mesmo separados, mantinham relação por conta da filha. Momentos antes do desaparecimento, Arnaldo teria levado Rayrlene à casa de um amigo, onde ela supostamente realizaria uma faxina. Desde então, os dois não foram mais vistos.

Curiosamente, o carro do homem foi localizado pela polícia, após denúncia anônima, na região do Ramal do Pica-Pau, na Estrada do Estrada do Amapá, no 2º Distrito de Rio Branco. O veiculo estava totalmente destruído pelo fogo,e nem isso a polícia conseguiu desvendar.

Segundo o delegado Pedro Paulo Buzolin, existem três hipóteses para o crime: o casal teria sido vítima de latrocínio, ou homicídio, ou então foram sequestrados e estão sendo feitos reféns durante todo esse tempo. Não há, contudo, nenhuma novidade sobre o caso.

“É um caso complexo que ainda não conseguimos desvendar. Estamos aguardando a chegada dos extratos bancários da conta de Arnaldo Praxedes para dar mais um rumo às investigações. Até o momento não temos mais novidades”, explicou o delegado.

Família não se conforma

O pai de Raiyleny, Sebastião Bezerra, não se conforma com a situação da filha. Segundo o pai, imagens coletadas pela polícia na casa que fica ao lado da de Sebastião, mostram fatos novos, mas ainda não se sabe como a polícia vai proceder. Tudo teria sido encaminhado à Justiça, mas nenhuma novidade é dada pela polícia.

As imagens, segundo Sebastião, mostram o carro de Praxedes estacionando em frente a sua residência localizada do Centro da cidade, pelo menos três vezes. Nas duas primeiras, ele estava sozinho, mas, na última, depois de buscar Rairleny, Sebastião está com um homem desconhecido.

Momentos depois, os dois saem do veículo, e o homem, cujo nome não se sabe ainda, retorna da casa com um lençol e um galão de água mineral. Depois, entram no veículo e saem sem informar para onde iam. Até então, estão desaparecidos.

Os familiares de Arnaldo, ainda segundo Sebastião Praxedes, não permitem a entrada de ninguém na casa, seja para pegar as coisas do neto, ou mesmo para entrar informações. Eles aparentam estar despreocupados cm o desaparecimento do aposentado.

Emocionada, a mãe de Rairleny, Rarifa Ganum, não se conforma com o desaparecimento da filha e pede a justiça respostas. “Hoje faz um ano que não tenho notícias da minha filha e a polícia só sabe me dizer que não tem pistas. A dor é maior, porque o filho dela que mora comigo”, diz a mãe.

Segundo Rarifa, a criança deixada pelo casal pergunta constantemente pela mãe, o que aumenta a dor do desaparecimento. “O que eu só posso dizer é que ela vai voltar. É muito difícil não saber se ela está viva ou morta. Meu coração não aceita. Peço à justiça, que faça alguma coisa, e tome providências mais ágeis neste caso”, finalizou a mãe.