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quinta-feira, dezembro 14, 2017
Lava Jato terá “batalha final” em 2018, prevê coordenador da força-tarefa

Lava Jato terá “batalha final” em 2018, prevê coordenador da força-tarefa

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Por iG São Paulo 
Em reunião entre procuradores das forças-tarefas de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, Deltan Dallagnol garantiu que grupo que atua na Lava Jato não tem pretensões eleitorais e defendeu restrição ao foro privilegiado
Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 14.11.16

Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato

Procuradores que integram as forças-tarefas da  Operação Lava Jato em Curitiba, em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Procuradoria-Geral da República (PGR) se reuníram nesta segunda-feira (27) na capital fluminense para discutir estratégias para a colaboração nas investigações.

O coordenador do grupo que atua em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, destacou durante o encontro que o ano que vem será fundamental para as investigações acerca do esquema de corrupção firmado entre empresas e agentes públicos. “2018 será o ano da batalha final da Lava Jato “, disse Dallagnol, conforme reportou a Globonews .

O comentário foi endossado pelo procurador Eduardo El Hage, líder do grupo do MPF que atua na operação no Rio de Janeiro. El Hage explicou que a reunião desta segunda-feira na sede da Procuradoria no Rio visa a troca de experiências e integração das investigações, “traçando rumos para 2018”.

Dallagnol garantiu que nenhum dos integrantes das forças-tarefas tem pretensões eleitorais em 2018 e voltou a fazer apelos para que a população eleja no ano que vem candidatos comprometidos com o combate à corrupção. Ele também cobrou mais atuação do Congresso para criar leis que coibam crimes contra a admnistração pública.

Em carta divulgada à imprensa após o encontro, o grupo de procuradores afirmou que “tentativas de garantir a impunidade de políticos poderosos certamente se intensificarão”. Um exemplo disso, segundo o MPF, foi a votação ocorrida neste mês na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) revertendo as prisões preventivas dos deputados Jorge Picciani (presidente da Casa), Paulo Melo e Edson Albertassi – todos do PMDB.

O procurador Dallagnol falou ainda sobre o debate acerca da restrição da prerrogativa do foro privilegiado, defendendo que a investigação “é mais eficiente em primeira instância”. A alteração nas regras para o uso dessa prerrogativa por parte de deputados e senadores já foi avalizada pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, mas um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli adiou a conclusão do julgamento.

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A Lava Jato segundo o MPF

O encontro desta segunda-feira serviu para a exaltação dos resultados obtidos nas investigações da Lava Jato. A operação iniciada em 2014 já conta com 47 fases no Paraná e outras 17 no Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, já foram recuperados R$ 1,28 bilhão por meio de 293 acordos firmados entre investigados e a Procuradoria da República. As apurações também já resultaram na condenação de 144 pessoas, cujas as penas somam 2.130 anos de prisão.

“Em três anos e meio, cerca de 130 denúncias foram ajuizadas pelas quatro equipes contra mais de 500 acusados. Em São Paulo, há três ações penais em curso resultantes da Operação Custo Brasil e uma força-tarefa aprofunda a investigação fatos surgidos a partir das delações da Odebrecht, com mais de 20 procedimentos instaurados. Além disso, os irmãos Joesley e Wesley Batista foram denunciados por manipulação do mercado financeiro, com prisão preventiva decretada”, afirmou a Procuradoria em nota.

Fonte: Último Segundo – iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-11-27/lava-jato.html