“Somos discriminados mesmo por esse prefeito”:Dizem moradores de bairro em Rio Branco

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Construído em 2010, o bairro Mocinha Magalhães hoje é o retrato do abandono.

Transformado em bairro modelo durante a gestão do então prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), graças à 9 milhões em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvinento-BID, o bairro Mocinha Magalhães hoje é o retrato do abandono.

Matagal toma conta das ruas/Foto: ContilNet

Todas as ruas, sem exceção, estão esburacadas, com esgotos estourados, lixo sem coleta regular, as calçadas estão tomadas pelo mato e até a única Escola da comunidade, Ilka Maria de Lima, está com mato até o muro.

Os moradores reclamam da ausência do poder público. Em julho do ano passado, o atual prefeito Marcus Alexandre, colega de partido de Angelim, fez uma visita ao Mocinha mas, das muitas promessas que fez para melhoria das vias, apenas uma galeria de esgoto foi iniciada na rua da Melancia e não foi concluída.

Bueiros a céu aberto são reclamações constantes/Foto: ContilNet

“Aqui quase 100% dos moradores votavam no PT. Depois que esse Alexandre assumiu, o Mocinha Magalhães se acabou. Se não for a gente mesmo pra capinar as ruas, juntar o lixo e tapar os buracos com tijolos e barro vira essa porcaria”, lamenta Francisco Matias que mora da rua da Manga.

Outra reclamação dos moradores, é sobre o transporte coletivo que segundo eles é ineficiente e precário. Dona Jandira que mora na Rua do Caju, lamenta, ” Aqui a gente passa até uma hora na parada esperando ônibus pra ir no centro. O prefeito fez um terminal ali na UFAC pra favorecer os ricos do Tucumã e para piorar, o ônibus daqui tem que fazer todo rodo pra pegar os alunos que estudam na FAMETA. Agente mesmo foi esquecido. Somos discriminados mesmo por esse prefeito”, reclama.

Coleta de lixo irregular é uma das reclamações dos moradores/Foto: ContilNet

Na última terça feira (2), em contato com a prefeitura para falar sobre o assunto, a assessoria de comunicação da prefeitura, disse que nos daria uma reposta, mas até a manhã desta quinta (4), a única resposta dada foi de que iria averiguar a situação.