Brasil atinge 15,7% da população imunizada em 6 meses de vacinação

Mais de 120 milhões de doses desta e de outras vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas nos braços dos brasileiros em meio ano

Agência O Globo

Brasil completa neste sábado,  seis meses do início da vacinação contra a Covid-19 com 15,7% da sua população completamente imunizada com as duas doses da vacina ou com a dose única.

O país aplicou a primeira dose da CoronaVac em uma enfermeira de São Paulo logo após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso emergencial da vacina em 17 de janeiro.

Desde então, mais de 120 milhões de doses desta e de outras vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas nos braços dos brasileiros em meio ano de campanha nacional de imunização.

O desempenho do Brasil está abaixo de outros países. Após seis meses de vacinação, os EUA já haviam imunizado 43,3% da população com 310 milhões de doses aplicadas, Israel 44,15% (10,6 milhões de doses aplicadas), Reino Unido 61,42% (71,6 milhões de doses aplicadas. O país está em situação semelhante à da China, com 15% da população protegida e 1 bilhão de doses aplicadas.

Estes países foram os primeiros a iniciar uma campanha de vacinação em massa, todos dentro da mesma semana, entre 13 e 20 de dezembro de 2020. O Brasil começou cerca de um mês depois.

Mortes

Entre os países analisados, apenas o Brasil manteve tendência de alta do número de mortes durante estes seis meses de campanha. As curvas de mortes na China e em Israel, por exemplo, se mantiveram estáveis e baixas – no país asiático, ela ficou em zero durante todo o período. A evolução das mortes no Reino Unido começa a desacelerar por volta do 100º dia de vacinação, já nos EUA, elas vinham em um patamar alto, mas tiveram uma queda acentuada.

Ainda com uma alta contagem diária de mortes – com médias superiores a 1 mil por dia –, o Brasil sinaliza agora uma tendência de queda no registro de óbitos após o pico em abril deste ano.

No entanto, apenas 15,7% da população do Brasil conseguiu até o momento a proteção completa conferida com as duas doses do imunizante – ou com a vacina de dose única – essencial para evitar a transmissão e o aumento nos casos e mortes pela doença.

Para o Ministério da Saúde, esta meta poderá ser batida até o fim do ano – e para conseguir cumpri-la, os estados e municípios se baseiam na projeção de entrega de doses pelo governo federal, que nem sempre se confirma.

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