Câmara de Epitaciolândia debate questões fronteiriças e outros assuntos em sessão ordinária

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Assessoria

Na manhã desta segunda-feira 05 de abril de 2021, a Câmara municipal de Epitaciolândia realizou a quinta sessão ordinária do oitavo ano legislativo na sala das sessões Raimundo Francisco Ribeiro.

Estiveram presentes todos os nove parlamentares mirins do município, que reivindicaram melhorias e cobraram ações das esferas municipal, estadual e federal.

O primeiro vereador a usar a tribuna foi José Maria do PSL. Em seu tempo regimental lembrou que o município de Epitaciolândia está desassistido de serviços básicos nas unidades de saúde e principalmente a unidade sentinela com falta de médico e quando tem médico, não tem medicamentos prescritos contra a covid-19.

José Maria apresentou uma receita médica de uma paciente comprovando que dos cinco itens receitados, apenas um remédio constava na farmácia municipal (Azitromicina). Além dos medicamentos contra covid-19, o vereador cobrou a falta de coletas de sorologias contra dengue, hepatites e VDRL,  principalmente para as mulheres em período de gestação.

O vereador enfatiza que o município está largado e que há mais de um mês o secretário municipal de saúde havia dito ao parlamentar que os medicamentos em pauta estavam sendo providenciados e infelizmente ficou somente nas palavras.

O vereador Rubenslei Rodrigues do PSD iniciou seus trabalhos em tribuna da Câmara cobrando do governo do estado ou da empresa Tecnews, os pagamentos dos servidores terceirizados que há quase três meses estão sem receber seus proventos. Rubens disse  que esse problema no atraso de pagamento de funcionários terceirizados não é de agora, atravessa várias gestões. O parlamentar mirim mencionou  que esteve na companhia de funcionários terceirizados na sede da empresa Tecnews e infelizmente o atendimento não foi nada cortês com o parlamentar e as respostas ali recebidas foi de que o governo não estava repassando o dinheiro a empresa.

Ainda em cobranças, o vereador Rubens pediu que o Detran agilize o processo exames práticos para aquisição das carteiras de habilitações às pessoas que precisam tirar a CNH, pediu inclusive apoio geral dos demais colegas para resolverem os problemas relacionados ao Detran. Por fim o vereador do PSD parabenizou o vereador José Maria pela pauta levantada com relação à cobrança na área de saúde municipal.

O terceiro vereador a ocupar seu tempo regimental na casa do povo foi o vereador José Antônio  (Nego) do Progressista, que parabenizou a prefeitura de Epitaciolândia pela ampliação do quadro funcional de servidores encarregados pela limpeza do município como garis e margaridas que desde as três horas da manhã já estão cuidando da cidade. O vereador Nego cobrou mais ações do poder federal no tocante às questões de fechamento das fronteiras do Brasil com a Bolívia, principalmente quando os bolivianos fecham a tranca por qualquer motivo sem pensar nos irmãos brasileiros que ali trabalham ou até mesmo estudantes que ficam prejudicados. Por fim foi abordado um lamentável incidente que segundo o vereador Nego tinha cunho de denegrir a imagem da prefeitura com o descarte de medicamentos de origem boliviana nas proximidades do posto de saúde do bairro José Hassem. Nego lamentou a forma com que a mídia expos a noticia dando ênfase a um fato negativo tentando ludibriar a população.

O presidente da Câmara municipal vereador Diojino Guimarães do MDB, iniciou falando sobre os dados de covid-19 em Epitaciolândia remetendo a falsos índices no município por conta da ausência de testes para a doença nas unidades de saúde, além de outros medicamentos que também faltam no estoque da farmácia municipal. Diojino diz que os índices de covid-19 estão baixos em Epitaciolândia por que os munícipes estão fazendo os exames em laboratórios particulares, assim sendo os números nunca vão para a cota municipal causando uma imagem que não reflete a realidade e lamenta a gestão municipal está entrando no quarto mês com falta de medicamentos em plena pandemia.

Sobre o descarte de medicamentos nas proximidades da unidade de saúde do Bairro José Hassem, o vereador Diojino enfatiza que esteve no local onde comprovou in loco serem remédios vencidos, não sabendo precisar se eram medicamentos bolivianos ou brasileiros, mas que estavam em sacolas que eram do CRAIS e da Secretaria de Saúde, com papeis dos dois órgãos municipais.  Diojino lamentou a forma de descarte dos referidos medicamentos que foram recolhidos posteriormente pela prefeitura.