Comerciantes de Brasiléia e Epitaciolândia querem apoio dos Gestores das duas cidades para NÃO FECHAREM na pandemia

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Maioria significativa dos comerciantes de Brasiléia e Epitaciolândia estão se organizando para tentar sensibilizar os gestores municipais das duas cidades no intuito de evitar o fechamento dos  comércios locais.

Inicialmente os comerciantes criaram um grupo de WhatsApp denominado LUTO PELO COMÉRCIO, onde cada um expõe suas preocupações diante desse cenário nebuloso do aumento da pandemia e do fechamento de muito comércio ocasionando o desemprego.

Para a presidente da Associação Comercial de Brasiléia e Epitaciolândia, Inês Tiziana,  o maior objetivo da categoria junto aos prefeitos é buscar alternativa para amenizar os impactos causados pela pandemia e sensibiliza poder público.

A alegação dos comerciantes sustenta a vertente que o fechamento dos comércios acarreta uma serie de prejuízos, dentre eles o emocional de quem fica desempregado tendo que manter o sustento da família sem ver de onde nem como ganhar dinheiro, além de não conseguir honrar com pagamentos de impostos e outros serviços como energia elétrica, água etc.

Um dos membros do grupo, motorista de aplicativo, exemplifica a cadeia de prejuízos causados com o desemprego de uma pessoa. “Eu levo uma funcionária da sorveteria Klein. A funcionária recebe seu salário e faz a feira no Armazém Paraíba, que tem vários funcionários que fazem compras no varejão, que  fazem lanches na Panificadora Isabely, que por sua vez tem seus funcionários também que foram noutros cantos na cidade inclusive do espertinho que tem ali perto. Com dinheiro que ganho na corrida juntando levo a família pra comer uma pizza na Klein… Será que nossos governantes não vê isso ?”, questiona ele.

Andrea Kuhs, que trabalha no setor de no turismo há mais de 10 anos em Brasiléia, conta que o turismo foi  um dos mais afetados nessa crise. “ Sou completamente solidária a todos que perderam pessoas com essa doença. Mas não sinto que nossos serviços eleitos como não essenciais, não são essenciais, desde que o comércio voltou a reabrir todos estamos cumprindo as regras exigidas. Em nossa loja até doamos máscara pra quem chega sem ela no rosto. Vi vários eventos acontecerem que foi feito vista grossa e agora que precisam de um culpado elegem novamente nós para sermos prejudicados”, lamenta ela

Franqueada da CVC há cinco anos, Andrea Kuhs, usou sua rede social para desabafar e ganhou simpatizantes. “Diante do burburinho que estava, de que poderia fechar o comércio não essencial novamente, de que a tranca iria fechar, usei minha rede social pessoal pra desabafar, pois elegeram nosso comércio como não essencial, mas a meu ver todo comércio que gera empregos, e sustenta uma família é essencial”,pontua.

Segundo o empresário Márcio Klein, o movimento dos comerciantes de Brasiléia e Epitaciolândia se ampara na decisão do Supremo tribunal Federal, que em 15 de Abril de 2020 decidiu que além do governo federal, os governos estaduais e municipais tem poder para determinar regras de isolamento, quarentena, e restrição de transporte e transito em rodovias em razão da pandemia do corona vírus.

Os idealizadores do grupo pretendem o mais rápido possível, reunir com representante de cada setor empresarial locais, montar as propostas de todos e apresentar aos gestores de Brasiléia (Fernanda Hassem), e de Epitaciolândia (Sergio Lopes).