Fraude em empresa de publicidade do AC pode ter chegado a R$ 10 milhões, diz MP

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Empresário foi um dos seis presos preventivamente na operação ‘Cartas Marcadas’ do Ministério Público do Acre e Polícia Civil. Ação foi deflagrada na madrugada desta segunda-feira (19), em Rio Branco.
G1

A empresa Acre Publicidade, alvo da operação “Cartas Marcadas”, deflagrada na madrugada desta segunda-feira (19), pode ter fraudado cerca de R$ 10 milhões com esquema em licitações públicas. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) durante coletiva de imprensa nesta segunda.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e outros nove de busca e apreensão, além de duas conduções coercitivas em Rio Branco e Xapuri, no interior do Acre. O dono da empresa, Acrevenos Espíndola, foi um dos seis presos preventivamente, de acordo com o MP.

O G1 entrou em contato com a empresa por meio do telefone comercial e foi informado que estão se inteirando do teor das investigações e que devem se pronunciar ainda nesta segunda.

Conforme o MP, a prefeitura e Câmara de Vereadores de Rio Branco são consideradas vítimas do esquema de licitações. Um ex-secretário de saúde de Xapuri foi conduzido coercitivamente por suposta participação na fraude.

Gaeco e Polícia Civil apreenderam celulares e computadores na casa de empresário (Foto: Divulgação/MP)

A operação foi feita pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP junto com a Polícia Civil. O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, afirmou que foi feito o sequestro de bens da empresa de publicidade na ordem de quase R$ 2,8 milhões.

“Foram identificadas oito licitações com indícios de fraude. Esse não é o valor total do ilícito praticado, apenas é o valor que conseguimos identificar nessas oito licitações. A investigação vai continuar, e como sabemos que a maioria das licitações eram na modalidade pregão, é possível que essa fraude possa chegar a valores próximos de R$ 10 milhões”, afirmou o promotor.

O procurador de Justiça Alvaro Pereira informou que as investigações iniciaram após denúncias de outras empresas que teriam se sentido prejudicadas com o esquema.

“Na verdade o que se vê é que havia um grupo de empresas de um mesmo grupo familiar que tomava parte nessas licitações e assim possibilitava que houvesse um arremedo de licitação, foi assim que se deu a frustração do caráter competitivo das licitações”, alegou.