Grupo de Bolsonaro contratou hacker para invadir urnas eletrônicas

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 Daniel Cesar

Bolsonaro durante live
Bolsonaro mandou invadir as urnas eletrônicas – Foto: Reprodução

O grupo do presidente Jair Bolsonaro contratou um hacker para tentar invadir as urnas eletrônicas. A informação foi dada por um aliado do Planalto, que confirmou a intenção da presidência. A ideia do governo era provar que é possível fraudar os resultados das eleições no ano que vem.

Em conversa com o DCM, sob a condição de anonimato, o aliado da presidência explicou como foi feito. “Todo o grupo no entorno de Bolsonaro acredita que as urnas podem ser fraudadas”, garantiu. Ele próprio continua convicto que é possível invadir o código-fonte e mudar o resultado das eleições.

No pior momento de ataques do presidente pedindo o voto impresso, ele teria ouvido uma proposta. “Uma pessoa muito próxima dele o apresentou a um hacker que invadiria o sistema do TSE”, conta. O nome do hacker, porém, não foi revelado e nem que é a pessoa ligada a Bolsonaro e que fez as apresentações.

Bolsonaro, inclusive, teria ficado empolgado com a situação e pensado até em fazer a invasão durante uma live. “Quando ele disse que provaria a fraude, a ideia era essa mesmo, numa live”. Mas os planos não saíram como gostariam.

Um político mais experimentado e que faz parte do Centrão, mas está próximo de Bolsonaro, no entanto, deu outra ideia. A fonte ouvida pelo DCM confirmou que este político sugeriu que o hacker invadisse as urnas antes. Ou seja, que a invasão fosse feita apenas para políticos próximos, antes de anunciar em live.

Parte do núcleo duro de Bolsonaro foi contra porque a ideia era mostrar ao vivo para ‘destruir’ o TSE. Mesmo assim, o grupo foi convencido a fazer uma espécie de evento-teste. E foi neste evento que o hacker não conseguiu passar pelas camadas de segurança do TSE e frustrou a todos.

Bolsonaro não estava

A fonte ouvida pelo DCM confirmou que houve o teste e que haviam políticos presentes. Ela, no entanto, garantiu que o presidente não acompanhou o teste. “Não estava em Brasília no dia”, limitou-se a dizer. Segundo o político, Bolsonaro teve de mudar o foco e fazer a live apenas com acusações.

Questionado sobre quem teria pagado o hacker, o aliado preferiu não se envolver no assunto. Na visão dele, contudo, o pagamento não foi por meios oficiais, para não deixar rastro.

O DCM ouviu pessoas ligadas ao TSE e todas disseram que há milhares de ataques diários contra as urnas. Mesmo que não falem em público, os ministros do Tribunal sabem da tentativa de invasão promovida por Bolsonaro. Reservadamente, eles até gostaram da ideia porque o final foi óbvio: as urnas são impenetráveis.