Maioria dos vereadores rejeitam auditoria na Câmara de Brasiléia em gestões passadas

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Sentinela da Fronteira

Maioria simples dos vereadores presentes na ultima sessão ordinária dia 16, na Câmara de vereadores de Brasiléia votaram contra uma sindicância para apurar possíveis irregularidades nas ultimas gestões da Casa do Povo que teve como presidentes o ex-vereadores Mário Jorge (PROS), e Rogério Pontes (PROS).

O requerimento solicitando a sindicância na Câmara, é de autoria do vereador Leomar Barbosa (PSD), que desde os primeiros dias de mandato tem se mostrado bastante atuante no município, se destacando entre os bons parlamentares da nova safra de vereadores em Brasiléia.

Barbosa cita em conversa com o portal sentinela da fronteira, que se é para fiscalizar, que se comece pela Câmara onde os indícios de irregularidades são grandes. “A gente ver uma blindagem muito forte dentro da Câmara pelas coisas erradas, eu perguntei ao ex-presidente Rogério (Pontes), se ele tinha feito alguma coisa errada, ele falou que não, então em quê uma auditoria iria prejudicar ele, se ele fez tudo certo? “, pontua.

No entendimento do parlamentar Leomar, é desconfortável para o cidadão comum aceitar gastos do poder público na ordem de 90 mil reais com combustível em ano eleitoral, onde a Câmara só tem um veiculo que por ironia, passa muito tempo parado por problemas mecânicos. “O pior é que esse gasto foi em 2020, no pico da pandemia. Eu não me sinto derrotado não, fiz meu papel. A gente tem que fiscalizar nossa casa também se quiser fiscalizar as ações da prefeitura! Nossa casa está desarrumada e o dinheiro público foi pelo ralo”, comenta ele.

Outro ponto abordado na Sindicância, trata-se sobre gastos de 3.600 quilos de açúcar. segundo o vereador, os gastos com açúcar chegam a ser comparados às vendas de um comércio ou uma doceria, uma vez que em  cálculo rápido, a Câmara consumia 10 quilos de açúcar por dia, se contar os domingos e feriados.

A reprovação do requerimento do vereador Leomar Barbosa foi de 5 x 4.

Para Leomar, há fortes indícios de irregularidades nas gestões passadas da Câmara, onde se comprovam ali documentos apresentando gastos acima de 300 mil reais em diárias. Em 2016 as despesas com combustíveis foram de 130 mil reais. Em 2020 a conta não bate com a realidade, pois o ano era atípico com os trabalhos legislativos limitados e o veiculo da Câmara, um gol 1.0 passava muito tempo sem funcionar, mesmo assim foram gastos 90 mil reais com combustível, além do pagamento com fornecimento de água não foram efetuados, deixando dívidas para outra gestão.

“Eu lamento que o próprio vereador Rogério Pontes tenha votado contra, uma auditoria iria engrandecer o nome dele, se de fato ele diz que não fez nada de errado. Agora depois que votaram contra, ai sim me faz crer que tem coisa errada, isso dai já me convenceram…O orçamento da Câmara era administrado por pessoas de fora conforme me disse o próprio Rogério Pontes, então o medo de escancarar a casa do povo é muito forte, mas a população está vendo tudo isso”, finaliza Leomar.

A Presidente da Câmara vereadora Arlete Amaral (SD), estava em Rio Branco cumprindo retorno médico e não pode marcar presença na sessão do dia 16, assumindo a presidência o vice Marquinhos Tibúrcio (MDB), que só vota em caso de empate.

Acompanhe como votou cada vereador no Requerimento que pedia Auditoria na Câmara de vereadores de Brasiléia