Márcia e Mailza protagonizam “A guerra do batom” pelo sim de Gladson na vaga ao senado

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A guerra do batom

DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM, diz o ditado popular. Dois dos cinco candidatos do grupo do Palácio Rio Branco ao Senado, travam uma guerra surda nos bastidores, com teses antagônicas.

O grupo da candidata Márcia Bittar (sem partido), composto pelo REPUBLICANOS, PTB, SOLIDARIEDADE, PSC, PDT e PSDB, e sob a orientação do senador Márcio Bittar (sem partido); defende que, o  Gladson anuncie o nome dela ao Senado pela sua chapa, até o fim de dezembro. Diz ter o compromisso do governador de que este fato acontecerá este ano.

Márcia afirma ser ela a candidata pessoal do presidente Jair Bolsonaro, e que o Gladson sabe deste acordo. Já o grupo que defende a candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) é pela tese de que as discussões se estendam até abril, data em que se saberá como se acomodaram os deputados que trocarem de partidos.

O PP espera abrigar nas suas fileiras cinco novos deputados até esta data. Argumentam seus dirigentes que, por a Mailza já ser senadora, ela é a candidata natural a um novo mandato, e acrescentam o fato do governador ser do seu partido, e ela ter o apoio da direção nacional do PP.

Esta semana, Mailza esteve com o presidente Bolsonaro de quem afirma ter ouvido comentários de simpatia pela sua candidatura, de agradecimento pela sua lealdade ao projeto do Planalto; chegando a divulgar um vídeo sobre a visita, com a fala do presidente lhe elogiando. Neste fogo cruzado da guerra do batom se encontra o governador Gladson Cameli.

A lembrar que, também, ainda existem outros três candidatos a senador do seu grupo, os deputados federais Jéssica Sales (MDB), Alan Rick (DEM), e Vanda Milani (PROS). É um nó cego a ser desatado pelo Gladson.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

A PREVISÃO dos dirigentes do PP é ter oito deputados na sua chapa para a ALEAC. Será uma espécie de abraço dos afogados. Desses oito, a tendência é que quatro entrem na eleição com passagem para Manacapuru comprada.

QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

OS DEPUTADOS Cadmiel Bonfim (PSDB) e Luiz Gonzaga (PSDB) devem esperar até abertura da janela para troca de partidos – no fim de março – para ver se os tucanos formarão uma chapa competitiva para a ALEAC. Se não verem cenário para suas reeleições, não ficam no PSDB. Na política, a sobrevivência fala mais alto que a ideologia.

SEM MUITO CAMINHO

O PSDB terá dificuldade de atrair candidatos novos, tendo dois deputados na chapa. Tem duas alternativas: Convencer seus dois parlamentares a saírem do partido para formar uma chapa sem parlamentares; ou então, conseguir que outros deputados se filiem ao PSDB.

QUESTÃO FECHADA

OS DEPUTADOS do PP fecharam questão na defesa da candidatura da senadora Mailza Gomes (PP) ao Senado. Querem empurrar a escolha do candidato a senador na chapa do Gladson para abril, quando já terão filiado cinco novos parlamentares e ficar com mais fichas na mesa.

UNANIMIDADE NA BASE

NÃO HÁ outro caminho ao secretário Alysson Bestene ao não ser o de deixar o PP para se filiar em outro partido. Ficaria antipático um candidato ao governo e seu vice serem da mesma sigla. Além do preferido do Gladson para vice na sua chapa, ele tem unanimidade na base do governo. E tudo caminha no sentido da sua indicação.

VOTA NO CANDIDATO

E, TEM MAIS, a história de que um vice tem de ser um político profissional; ser indicado por um partido, é conversa de trancoso. O eleitor não vota focado no vice, mas no candidato ao governo. O jogo é este.

VICE É COMO MULHER

VICE é como a mulher com quem você vai se casar, se fizer mal escolha será uma união de desavenças. Ninguém pode tirar o direito do Gladson de escolher um vice da sua confiança. Se escolher um medalhão para vice só para agradar meia dúzia de políticos, vai dormir com um porco espinho por quatro anos, caso ele venha a ser reeleito.

NÃO FORMO NESTE TIME

NÃO VOU ENTRAR no time dos que, para serem agradáveis, pregam que a eleição para o governo será decidida em turno único. O senador Sérgio Petecão (PSD), Jenilson Leite (PSB), Mara Rocha (vai para o PL), David Hall (CIDADANIA), Nilson Euclides (PSOL), não vão disputar a eleição com pés e mãos amarrados. É um jogo com todos os sinais de segundo turno.

ESCUTOU E CALOU

DOIS dos candidatos ao Senado do grupo palaciano já chegaram a buscar entabular conversa, para serem o candidato ao Senado na chapa ao governo do senador Sérgio Petecão (PSD). Petecão escutou e empurrou a decisão para o início do próximo ano, lá para março.

NÃO NECESSARIAMENTE

A CANDIDATA AO SENADO, Márcia Bittar, não necessariamente deve se filiar ao PL, caso seja este o partido escolhido pelo Bolsonaro, para disputar a eleição. Neste caso, a tendência é de se filiar no REPUBLICANOS.

UNIÃO BRASIL

TUDO É MUITO PREMATURO, mas pelas declarações dos que vão comandar nacionalmente o União Brasil, partido que resultará da fusão DEM-PSL, não haverá lugar no novo partido para os bolsonaristas e lulistas, vão de terceira via na disputa da presidência. E, essa posição vai se refletir no estado. Será uma tendência natural em 2022.

APOSTANDO NA DECOLAGEM

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) está apostando na decolagem da candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para a presidência. Pacheco, um político decente, equilibrado, se filiou ao PSD.

ESPERANDO AS PESQUISAS

O GRUPO do deputado federal Alan Rick (DEM) está de olho nas próximas pesquisas, esperando que ele se mantenha como o candidato melhor avaliado do grupo do Gladson. Será seu trunfo para o debate no grupo.

FRASE MARCANTE

“Para os aliados, as benesses, para a oposição, nenhum copo com água”. Frase do saudoso ex-governador Geraldo Mesquita.