Marcio Bittar: Sobre a chiadeira verde orquestrada

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Senador Marcio Bittar

Ativistas, pagos a peso de ouro, fazem a chiadeira costumeira para travar a moderniza√ß√£o da infraestrutura produtiva na Amaz√īnia. Gritam fal√°cias, impropriedades, tergiversa√ß√Ķes, mentiras e distor√ß√Ķes em nome de um ambientalismo fundamentalista. √Č tosco por eliminar da equa√ß√£o ambiental o pr√≥prio homem e manipular grupos para a forma√ß√£o de militantes verdes.

Turbas orquestradas mundialmente, atuantes em v√°rias institui√ß√Ķes e munidas de pseudoci√™ncia impedem o desenvolvimento de uma regi√£o rica em recursos naturais e habitada por pessoas pobres e desassistidas. Como chegamos a esse ponto? Por que nosso futuro e nossas decis√Ķes s√£o moldadas por interesses escusos e oponentes √† nossa soberania? Por que abrimos m√£o de explorar racionalmente recursos naturais e transform√°-los em riquezas para o povo?

Infelizmente, √© prevalente, em nosso pa√≠s, um ambientalismo de mentalidade anticapitalista e obscurantista. O ambientalismo importado, sustentado em mitologias disfar√ßadas de ci√™ncia, domina as institui√ß√Ķes de educa√ß√£o, a burocracia estatal, o judici√°rio e as leis; e √© majorit√°rio no parlamento nacional. Multiplicam-se ongs parasit√°rias do discurso f√°cil da acusa√ß√£o e difama√ß√£o. Setores da Igreja Cat√≥lica foram infiltrados por adoradores da Gaia, que criaram uma falsa teologia verde. Em todos os partidos pol√≠ticos h√° discursos e defesas de ambientalismo. Contam, ainda, com o amplo apoio da m√≠dia mundial, com as justificativas dos decadentes meios acad√™micos e do financiamento de megaempres√°rios com interesses econ√īmicos globais.

Eles sempre v√£o lutar ferozmente contra qualquer infraestrutura em terras amaz√īnicas. √Č para isso que s√£o pagos: impedir o desenvolvimento dos amaz√īnicos e conden√°-los √† pobreza e √† depend√™ncia cr√īnica da caridade estatal. Eles n√£o se importam com benef√≠cios sociais e econ√īmicos que possam ser gerados pela feitura de obras estrat√©gicas, como √© o caso da estrada que ligar√° o Acre ao Peru, abrindo caminho para escoar produ√ß√£o pelo Pac√≠fico. √Č evidente que a estrada criar√° sinergia produtiva para milhares de fam√≠lias acreanas, mas isso pouco importa para o id√≥latras da natureza.

√Č claro que a estrada, que ligar√° a cidade de Cruzeiro do Sul √† cidade peruana de Pucallpa, n√£o ir√° destruir a floresta. Achar isso √© estar insano ou desconhecer as dimens√Ķes oce√Ęnicas de que estamos tratando. Quase 90% da nossa chamada floresta amaz√īnica encontra-se intocada. Contando com a √°rea da reserva legal, o Brasil tem 66% do seu territ√≥rio de paisagem nativa protegida. Ningu√©m (pa√≠s, ativista, acad√™mico, imprensa ou ong) pode afirmar honestamente que o Brasil n√£o preserva a sua natureza. Certamente, √© um dos grandes pa√≠ses do mundo que mais preserva o meio ambiente.

A estrada planejada √© uma extens√£o da BR-364 que, segundo jornais nacionais e estrangeiros, mexeria em aproximadamente 130 km de mata virgem. A floresta amaz√īnica brasileira tem 5.033.072 Km2. Quem dotado de ju√≠zo perfeito pode considerar esses 130 km uma devasta√ß√£o?

A estrada passaria pelo Parque Nacional da Serra do Divisor e o fato seria pecado mortal para a grande religião global do ambientalismo. Levar benefícios e progresso para os locais é pecado para essa gente da floresta em pé. Qualquer pesquisa mostraria de forma cabal que o desejo dos habitantes do parque e da região circunvizinha é pelo progresso da produção, pela geração de empregos e renda. Querem o desenvolvimento que poderá vir com a infraestrutura produtiva e rejeitam o grito ordinário e prostituído de ongs e falsos especialistas arautos da conservação ambiental sem ser humano.

Ali√°s, essa gente ‚Äúongueira‚ÄĚ e pseudo especialista antes de dar qualquer palpite irrespons√°vel sobre a infraestrutura produtiva e necess√°ria para os acreanos, deveria pedir desculpas pelos rios, lagos, igarap√©s estarem polu√≠dos e recebendo esgoto n√£o tratado. J√° mandaram e desmandaram no estado e nada fizeram pela natureza e muito menos pelas pessoas.