MDB: O gigante começou a dissolver

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 Luis Carlos Moreira Jorge 

Quem acompanha o BLOG deve se lembrar que venho anunciando que o MDB iria dissolver o seu tamanho. Evidências sempre negadas pelo otimista presidente, o deputado federal Flaviano Melo (MDB).

A despedida ontem do senador Márcio Bittar do MDB, abriu a temporada de debandadas da legenda. O deputado Roberto Duarte (MDB) me disse ontem que não vai permanecer num partido que caminha para não ter chapas competitivas a deputado estadual e deputado federal. “Sou candidato a deputado federal, tenho que ir para um partido que tenha chapa em que possa me eleger”, disse Duarte em tom de despedida da sigla.

A sua primeira suplente, Eliane Sinhasique, também pulou fora do MDB. O prefeito Mazinho Serafim, outra grande liderança, está com as malas prontas para desembarcar no PSD do senador Sérgio Petecão, por onde deverá disputar uma vaga para a Câmara Federal.

O BLOG tem ainda informação de com o Márcio Bittar deverão ir também suplentes de vereador e de deputado do MDB. Assim sendo, o MDB vai entrar pequeno na eleição do próximo ano, uma espécie de gigante que dissolveu o tamanho. Na política, o gigante de hoje pode ser o anão de amanhã.

MATEMÁTICA BÁSICA

SE TIRAR os votos do Roberto Duarte e da Eliane Sinhasique da última eleição de deputado, o MDB não teria feito três deputados, mas apenas um. A conta é do deputado Roberto Duarte (MDB).

CONTA QUE BATE

O DEPUTADO Roberto Duarte (MDB) fez ontem uma conta interessante ao BLOG. “O MDB não é de formar chapa, vinha se salvando nas coligações proporcionais. Quando fui candidato a vereador tinham seis candidatos. Em 2016 e 2018 foi salvo numa coligação com o PSD do Petecão; e, em 2020 fui eu quem montou a chapa de candidatos a vereador da capital. E, não vejo para 2022, nenhuma chance do MDB formar chapas próprias fortes a deputado estadual e federal”. As afirmações do deputado Roberto Duarte (MDB) batem com a realidade.

QUEBROU AS PERNAS

O FIM DAS coligações proporcionais não quebrou as pernas somente dos pequenos partidos, mas também dos grandes. Vamos ao MDB: quem é o candidato novo que vai querer entrar numa chapa que terá as duas deputadas mais votadas do estado, Antônia Sales e Meire Serafim? E, se a Jéssica for candidata mesmo ao Senado, como é que o MDB vai eleger alguém tendo apenas o deputado federal Flaviano Melo na chapa? São contas que não fecham. E, o MDB nunca foi mesmo de se preocupar com chapas, se salvava nas coligações proporcionais, que acabaram. Agora, é a Lei do Murici, cada um por si.

BEM AVALIADO

NÃO sei qual o percentual real da avaliação do governo do Gladson, mas está saindo bem avaliado do combate à pandemia da Covid-19, ao não brigar com a ciência.

FALANDO EM TESE

O SENADOR MÁRCIO BITTAR (MDB), em tese, assumindo o comando do novo partido que sairá da fusão do DEM com o PSL, por certo vai querer que a candidata do grupo seja a Márcia Bittar. É aguardar para ver como é que fica a posição do deputado federal Alan Rick, que até aqui não mostrou sinal de recuo na disputa do Senado em 2022 e deve defender a sua indicação no novo partido.

FALO EM TESE

É BOM ESCLARECER que, a fusão PSL-DEM não aconteceu juridicamente, foi apenas acordada. Serão montados novos diretórios, escolhido um novo presidente, mas isso só deverá ocorrer em 2022. Não existe, pois, definido quem será o presidente, isso ainda será discutido.

OUTRO DETALHE

O VICE-GOVERNADOR Major Rocha é filiado ao PSL. Tem aventado que analisa ser candidato a deputado federal pela sigla. Na campanha, Rocha, naturalmente, vai trabalhar contra a candidatura do governador Gladson. Como é que ficaria, já que a fusão vai apoiar o Gladson?

DECISÃO SACRAMENTADA

A DEPUTADA FEDERAL Mara Rocha será mesmo candidata ao governo na eleição do próximo ano. Isso é ponto pacífico. Não tenho dúvida de uma coisa: a sua entrada sedimenta a chance da eleição para o governo ser empurrada para o segundo turno. A conferir.

ALTO ACRE

APENAS dois nomes aparecem até aqui na disputa dos votos do Alto Acre, para deputado federal. O do secretário do Meio Ambiente, Israel Milani (PROS): e o do presidente do PP de Brasiléia, Vagner Galli.

GOVERNO NA PAUTA

O PRESIDENTE do PT, Cesário Braga, disse ontem ao BLOG de que continua em discussão dentro do partido, a candidatura ao governo do ex-senador Jorge Viana, e não só para o Senado. E acrescentou: “Minha aposta e empenho é para que ele seja candidato ao governo”. E, nada mais disse e nem lhe foi perguntado.

PRESSÃO GRANDE

A INFORMAÇÃO que se tem é a de que nas suas andanças pelo estado o Jorge Viana tem recebido muita pressão para que dispute o governo na eleição do próximo ano.

AFINADOS

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) e o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, cumprirão hoje extensa agenda com inaugurações no município. Ambos continuam afinados politicamente para 2022.

PESOS PESADOS

PELO MENOS quatro políticos de peso já receberam sinal de simpatia do Gladson para emplacar como vice da sua chapa da reeleição. Ouvi dos próprios. Três deputados e um político sem mandato. É uma escolha muito delicada.

DORMIR COM UM INIMIGO

O GOVERNADOR Gladson sente na pele que receber indicação de partido para compor como vice, não dá certo. Tem de escolher alguém de sua confiança, sem atentar para o partido; não se vota em vice, mas no candidato ao governo. Escolher mal é dormir com o inimigo por quatro anos. Vice é um adorno na eleição.

NENHUM SINAL

Jéssica Sales (MDB), Mailza Gomes (PP), Márcia Bittar (sem partido), Alan Rick (DEM) e Vanda Milani (PROS). Todos integram o grupo do governador Gladson Cameli. E nenhum dos quatros deu mostras de recuo, estão direto em campanha pelo estado. Um nó a ser desatado.

FRASE MARCANTE

“De nada adianta correr quando se está no caminho errado”. (Ditado alemão)