Motoristas de ônibus ameaçam nova paralisação por não serem recebidos por Bocalom

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 Thais Farias 

Motoristas das três empresas atuantes na capital acreana seguem sem receber salários e benefícios trabalhistas desde o ano passado. Os profissionais informaram que até acreditavam solucionar o problema com a nova gestão de Tião Bocalom (Progressistas), no entanto, viram essa possibilidade se tornar impossível depois que tentaram ser recebidos pela equipe do prefeito e não obtiveram retorno.

Nesta terça-feira, 19, os motoristas alegaram que, caso não sejam recebidos pelo novo prefeito de Rio Branco, irão fazer uma nova paralisação na próxima quinta-feira, dia 21. “Estamos na mesma. Sem salário, sem pagamento, sem férias, sem 13º salário. Não temos perspectiva de nada”, disse um dos profissionais, que prefere ter o nome resguardado por medo de retaliações.

O motorista alega que a categoria já procurou a equipe do prefeito Bocalom para tentar chegar a uma solução, mas que até então não foram nem mesmo recebidos pelo gestor. “Não temos para onde recorrer. O único meio é a gente paralisar, já que não temos mais salário mesmo”, lamenta.

A categoria afirma querer somente que o prefeito os receba, pois até o momento estão trabalhando na incerteza. “Para nós termos um horizonte, que ele diga o que vai acontecer com as empresas, o que vai acontecer com a gente, se vamos ter como receber das empresas, se ele vai ajudar, se não vai, a gente só queria ouvir dele [Bocalom], que ele reunisse com a gente ou o sindicato”.

Para os funcionários, a situação de estar há meses sem receber os faz ficar sem perspectiva. “A gente está trabalhando por amor e respeito à sociedade. Amamos nossa profissão. Eu tenho 25 anos só nessa empresa, é muito difícil a gente querer abandonar o barco assim”, salienta o motorista.

Eles garantem que se o prefeito conversar com a categoria, os motoristas suspendem qualquer movimento previsto para esta semana. “Não queremos problema para a sociedade, pois nós também fazemos parte da sociedade, temos nossos filhos, nossas esposas. A gente só quer que alguém olhe com mais respeito à nossa categoria. Só queremos ser ouvidos, por isso, na quinta, 21, o sistema vai parar, a não ser que ele venha nos receber”, conclui.