Senado 2020: Uma disputa embolada sem favorito 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Luis Carlos Moreira Jorge 

PODEREMOS ter na eleição do próximo ano uma das disputas mais emboladas para o Senado, com seis candidaturas, sem um pré-favorito: Alan Rick (DEM), Vanda Milani (PRO), Márcia Bittar (partido a definir), Mailza Gomes (PP), Sanderson Moura (PSOL) e Jorge Viana (PT).

O problema maior fica por conta do grupo do governador Gladson Cameli, que tem quatro dos seis candidatos sendo seus aliados.

É incerto, pois, como este assunto será resolvido pelo governador, para conseguir apenas uma candidatura de consenso para integrar a sua chapa. Não há por parte de nenhum deles a inclinação até agora para recuar. Com os seis nomes postos na mesa vai ganhar o eleitor, que terá uma gama grande de opções para votar.

É prematuro apontar um nome que entrará na disputa da única vaga do Senado, ostentando a capa do favoritismo. Isso será definido na campanha. Jogo feito.

FATO INDISCUTÍVEL

PODE-SE criticar o Gladson em outras facetas da sua administração, mas não se pode deixar de reconhecer que, ele foi incisivo em suas ações de combate da pandemia do Covid, e não seguiu os negacionistas.

TEVE VONTADE POLÍTICA

PODE-SE se falar que veio muito recurso do governo federal. Mas, em outros estados, muitos governadores usaram mal a verba, o que não ocorreu no Acre. Se o Gladson não foi perfeito, também não foi um omisso.

NINGUÉM ENTENDE O BOLSONARO

A CAMPANHA do presidente Jair Bolsonaro de acabar com o uso de máscaras para evitar a infecção pelo Covid, vai contra todas as recomendações médicas mundiais.

E TEM GENTE QUE APLAUDE

E, o mais grave é que, os seus seguidores o aplaudem.

OUTRO CONTEXTO

O ARGUMENTO que, nos EUA acabou a recomendação do uso de máscaras, não pode ser usado no Brasil. Lá, boa parte do povo foi vacinada e o número de casos caiu.

NÃO É PARA CURTO PRAZO

FOI POSITIVA a largada da construção do Anel Viário, em Brasiléia, pelo governador Gladson. Mas, esta não será uma obra de conclusão curta, vai entrar por todo 2022.

15 DE CARA NOVA

OS recursos estão garantidos. O governo deveria correr para acelerar o início do projeto de revitalização da orla do 15, que mudará a cara de um dos bairros mais tradicionais da capital. O projeto é da deputada federal Vanda Milani (PROS), que alocou a verba para a obra.

CAMPO DA ESPECULAÇÃO

ATÉ O RESTANTE deste ano, tudo o que se falar sobre candidaturas ao Senado e do espaço de vice no grupo do governador Gladson, ficará no campo da especulação.

O JOGO É PARA 2022

NEM o portão do estádio onde se dará a disputa da escolha dos candidatos ao Senado e de vice, na chapa do Gladson, foi aberto. O jogo só começa no próximo ano.

OPÇÃO POLÍTICA

O Jenilson Leite (PSB) é um bom deputado, e teria uma reeleição bastante favorável. Mas, disputar o governo é uma decisão que deve ser pensada, ele entra de zebra.

PURGATÓRIO DOS SEM MANDATOS

SE ELEITO governador, aleluia! Mas caso não ganhe, ficará um bom tempo no purgatório dos políticos sem mandato. Teria que esperar 2024 para, se quiser, disputar a PMRB.

QUASE CERTA

A POLARIZAÇÃO na ponta entre as candidaturas ao governo do Gladson Cameli e do Sérgio Petecão, é quase certa. Não será fácil a outro candidato quebrar este polo.

ELEIÇÃO DURA

E, não tenham dúvida que, será uma disputa muito dura.

COISAS DO MDB

O MDB está assim: o grupo do Flaviano Melo (MDB) e do Márcio Bittar (MDB), fechou com a reeleição do Gladson. O do prefeito Mazinho, com o senador Petecão (PSD), e o grupo do Vagner Sales (MDB), ainda não definiu o rumo.

NINGUÉM LEVA INTEIRO

NENHUM candidato ao governo levará o MDB inteiro para o seu palanque, na eleição do próximo ano.

PROJETO SOCIAL

O projeto “Passaporte para a Vitória,” do lateral direito do Flamengo, Léo Moura, vai ter dois núcleos no Acre, atendendo em média 300 crianças. Emenda do deputado federal Alan Rick (DEM) vai bancar viabilidade da ação.

NOMES DE PESO

O JURUÁ vem com três nomes de peso para deputado estadual, em 2022, todos eles com ampla chance de conseguir a reeleição: Luiz Gonzaga (PSDB), Nicolau Junior (PP) e Antônia Sales (MDB).

PANORAMA INDEFINIDO

A GRANDE expectativa da classe política, principalmente, os deputados federais, é de como ficará a legislação eleitoral. Se mantidas as regras, sem coligação proporcional, forçará os partidos a terem chapa própria.

APOSTA NA PULVERIZAÇÃO

O PT aposta na pulverização dos votos do grupo do governador, com vários nomes ao Senado, para inflar a candidatura do Jorge Viana (PT), com a esquerda unida.

FRASE MARCANTE

“Não arriscar nada é arriscar tudo”. (Césare Cantú)